Talvez as balas, os sorvetes e outras coisas que um certo diretor comentava sempre fique na minha mente. Sabe aquela mente de criança que quer seu sonho realizado? Aquela que pede isso todo dia, só pra acordar e lembrar que aquilo era fruto de sua imaginação, da imaginação de vários. E lembra, tudo era falso! O sonho não era verdadeiro, a ilusão não era verdadeira, nada era verdadeiro.
Ela se olha e pensa "Por quê reclamo?O que me falta? De quem é a saudades que tanto parte meu peito?" Ela finje não sabe, mas o simples olhar em direção ao seu bem tão precioso explica tudo.
No momento em que suas mãos, ainda pequenas e curiosas, pegaram o livro, ela nunca imaginaria que estes mudariam de sentido. Não seriam mais a porta para liberdade, mas sim a porta para a prisão....a prisão de olhos verdes e cicatriz.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
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